A moda dos festivais: Woodstock

15:12 Rafaela Marreiros 0 Comments

Olá people,

Vamos falar sobre moda hoje?!
Como muitos sabem e devem até ter ido, aconteceu em São Paulo, nos dias 28 e 29 de março o Lollapalooza, festival de música que reuniu diversas atrações como Pharrell Williams, Calvin Harris, Jack White, Foster The People entre outros. E durante esses dois dias, quem acompanha as redes sociais percebeu um boom de fotos de “looks” do festival.
Se você for mergulhar a fundo na história da moda, você irá ver e entender que praticamente (ao meu ver) tudo que usamos hoje que é dito como “moda”, não passa de uma releitura do que já foi considerado “moda” décadas atrás. E, inspirada por essa enxurrada de looks do Lolla nas redes sociais, pensei: por que não falarmos então do maior festival de música de todos os tempos: Woodstock, e como ele refletiu na moda os anseios, ideologias e comportamentos de toda uma geração?!


Vamos viajar no tempo?!


Os anos 60, também conhecidos como “os anos rebeldes”, não leva esse nome à toa. Imaginem o contexto daquela época: em 1959, é iniciada a guerra do Vietnã, uma das mais sangrentas da história mundial com mais de 1 milhão de mortos entre civis e militares e o dobro de mutilados e feridos; em 1961, Yuri Gagarin é o primeiro homem a viajar pelo espaço, acirrando ainda mais a corrente espacial disputada entre a antiga União Soviética e os Estados Unidos, também nesse mesmo ano é construído o muro de Berlim; em 1963 John F. Kennedy, então presidente dos EUA, é assassinado em Dallas; em 1968, Martin Luther King é assassinado, no mesmo ano aconteceu uma rebelião estudantil nos EUA contestando as chamadas ”fábricas de conhecimento”, assim chamadas as universidades bem como aumentou-se o número de protestos contra a guerra no Vietnã; e, em 1969, Neil Amstrong é o primeiro homem a pisar na lua.

Ufa! Muita informação para absorver em 1 minuto..haha...mas se faz necessária já que Woodstock aconteceu no final dessa década, em 1969, em uma fazenda localizada em uma cidadezinha  perto de Nova York, chamada Bethel. Onde se esperava em torno de 200 mil pessoas durante os 3 dias de festival, só que mais de meio milhão apareceram para compartilhar 3 dias de paz e música.



Considerado também um festival onde a contracultura era a regra, na roupa não poderia ser diferente. O ecletismo marcante dessa época é expresso na rota hippie e espiritual Marrocos/Índia muito explorada nas estampas de  caftãs floridos, além das estampas psicodélicas impressas em vestidos, macacões, etc. A calça boca de sino, franjas em tudo que você imaginar, as chamadas headbands, um dos acessórios mais usados pelos hippies e óculos com lentes circulares, ou em formato de coração (love Always in the air), marcaram a vestimenta dos participantes desse festival que fez história.  A geração do baby boom, os “babies” do período pós-guerra, batiam de frente com o regime, pedindo o fim das guerras, da violência, da segregação social e racial através de paz e amor.

Jimmy Hendrix sendo a lenda das guitarras com franjas a perder de vista.
Janis Joplin sendo Janis Joplin com seus óculos redondos característicos ;)
Calça floral de diferentes estampas


Fofuras como essa também estavam presentes no festival.
Referências psicodélicas, indianas, marroquinas super coloridas faziam parte do ecletismo daquela época, principalmente em Woodstock. 
Caftã com estampa florida com referências indianas e marroquinas.
Esse chapéu te lembra alguma coisa?! Modinha de hoje que foi moda na década de 60.

Venda de camisas com estampas psicodélicas. Detalhe para o cartaz no canto à esquerda com os dizeres "Fuck Communism!"

E franjas e mais franjas. Adorei o look dela! ;D

Sobreposição de colares que hoje bomba assim como em 1969.
As headbands tão usadas no estilo boho chic de hoje.
Diante do público surpresa e bem além do esperado, se formaram longas filas de carros, onde muitos decidiram seguir o resto do caminho a pé ou tocando um violão sentados na traseira de um carro.
Ônibus símbolo do movimento hippie bem como a Kombi daquela época. Quem nunca quis tirar foto em um ônibus desses?! Eu adoraria! ;D 
Woodstock, a meu ver, foi não só um festival, mas um movimento de contracultura, onde as ideologias capitalistas, a ganância pelo poder, o preconceito e a violência desapareceram, não existiam fronteiras, julgamentos ou padrões a serem seguidos, as pessoas estavam celebrando ali o que é mais genuíno no ser humano: o nosso espírito livre.


Termino esse post com uma reflexão para você: o que é ser free spirit ou “espírito livre”? O que você faria se você soubesse que não iria ser julgado pelos outros? Dançar na chuva? Usar aquela roupa que todos criticam mais você ama? Fazer alguma loucura de amor como pegar o primeiro avião e fazer uma surpresa para a pessoa amada? Fazer um mochilão pelo mundo sozinho(a) e com pouco dinheiro para gastar? Ficar louco(a) em um festival de música no estilo Woodstock? Ou simplesmente, ser livre?

0 comentários: