DTR: PONTO DE MUDANÇA

17:38 Rafaela Marreiros 2 Comments


Um ponto a se mudar. Na verdade, muitos pontos a se mudar. É nesse momento da vida em que me encontro. Por isso a ausência aqui no blog. Precisava me abstrair, esvaziar, me analisar, me conhecer melhor, para então respirar fundo e continuar a caminhada. 



Quando olho para os textos que já escrevi aqui sobre mudança, vejo o quanto só enxergava a superficialidade do todo. O quanto minha mudança ainda se mantinha somente na superfície das palavras. Mas, há momentos na vida em que as mudanças superficiais já não são mais suficientes, e são nesses momentos em que temos que sair da superfície e mergulhar fundo em nós mesmos. Sabe aquele tal de autoconhecimento de que tanto falam? Pois é, ele começa assim, saindo do superficial, do mundo exterior e entrando dentro de si. Fácil não é. “Nobody said it was easy”. Mas, lhe garanto que é libertador. De libertar-se, de soltar-se, de poder ser finalmente, eu mesma. Aqui só me vem a memória uma frase, que não lembro o autor, mas me lembro de sua mensagem que é mais ou menos assim: “em um mundo onde as pessoas querem ser iguais a todo mundo, ser você mesmo é uma loucura”. Que loucura, não? 


E para sermos nós mesmos, o que tanto a gente precisa? Se conhecer de verdade e ver que você não é só as qualidades que gosta de pôr em seu currículo, enxergar sua ugly truth é o primeiro passo. O que está me ajudando nesse meu processo é um livro chamado “breaking the habit of being yourself”, em português na tradução literal seria algo como “quebrando o hábito de ser você mesmo”, do Joe Dispenza. Que coisa, né?! Para se tornar uma nova pessoa você terá de deixar de ser “aquela” pessoa. E, consequentemente, deixando de ser quem habitualmente se é, as pessoas ao seu redor vão estranhar, vão dizer “nossa, você está tão estranho”, “você já não é mais o mesmo”, ou a típica “tem algum problema com você? ” É claro que vão “estranhar”, afinal de contas você tem sido o mesmo durante 20, 30 anos de sua vida, nem você nem as pessoas ao seu redor estão acostumadas a mudanças. Muito provavelmente, porque elas também não mudaram durante esses anos todos. Aqui cito o filósofo Sérgio Cortella que uma vez no documentário Eu Maior (recomendo assistir), disse: “meu maior medo é alguém chegar para mim e dizer: nossa, você não mudou nada”. Já pensou? Que medo! Mas, felizmente, temos o livre arbítrio da mudança. De mudar por nós mesmos, ao invés de esperarmos alguma experiência não muito agradável em nossas vidas para daí então decidir mudar. 

Eu, particularmente, passei por uma experiência de perda, recentemente, e que foi o estopim para que meu processo engatasse de vez. Quem possui cachorro sabe o quão difícil é a hora de dizer adeus aquele nosso companheiro de uma vida juntos, mesmo sabendo que isso é um processo natural e que todos iremos passar também. A mudança bateu em minha porta dessa forma, não deixe que ela bata na sua através de experiências como esta. A todo momento fazemos escolhas, conscientemente e inconscientemente. Escolhemos entre um sorvete de chocolate ou de morango, entre uma faculdade e outra ou entre uma profissão e outra. Para mudar, é preciso escolher mudar-se e assumir todas as responsabilidades e riscos dessa escolha e ir até o fim com ela. É isso que estou tentando fazer. 
E você, o que já mudou em sua vida, hoje?

2 comentários:

  1. Lindo texto rafa! Sei como é tb a perda de um querido animal! E quanto a mudança, excelente reflexão,

    é assim mesmo hehe! bj

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