DTR EDITORIAL: PLASTIC NATURE

10:33 Rafaela Marreiros 1 Comments

A natureza em sua plenitude e em sua simplicidade é perfeita. Não necessita de seres humanos para viver, ela é muito bem “resolvida” com os seres que já a habitavam. Mas, o homem veio. Partiu dela. Aquela que dá a vida e não espera nada em troca. No entanto, os homens, em sua busca incansável por “progresso”, começaram a não mais querer apenas o necessário Dela, queriam mais, mais e mais. O exagero, a antiga lógica capitalista, a cegueira por um poder sem limites, e a falta de consciência de uma sociedade que só enxergava os efeitos de suas ações a curto prazo, nos levaram a produção de um material “imortal”, feito para durar para sempre. E, aí, se fez o plástico. Material resistente, duradouro e barato. O plástico está presente em tudo, absolutamente tudo em nossas vidas. Pare. Dê uma olhada a sua volta. Observe quantos objetos no seu campo de visão, são feitos de plástico. Aposto, que a maioria deles; quem sabe todos.

Quantos saquinhos de supermercado temos em nossas casas? Quantos deles irão parar em aterros sanitários junto com outras toneladas de lixo? Será se irá existir uma mínima possibilidade de serem reciclados? Think about it. Uma vez, assisti a um vídeo onde mostrava onde iria parar o plástico/lixo que jogamos fora. Guess where?  No peixe que comemos! Você joga o plástico no lixo e ele volta para você, em forma de um delicioso peixe escabeche (adoro!). Para se ter uma noção do quanto de plástico que vai parar nos oceanos, de acordo com BBC, são mais de 8 milhões de toneladas que dão para cobrir 34 vezes a área de Manhattan com uma camada de lixo na altura do seu joelho. É, meus caros, é lixo a se perder de vista.

Mas, aí você pode estar wondering: “tá, é muito lixo, muito plástico, eu sozinho não vou mudar essa realidade e nem vou nem tentar, afinal de contas it’s not my problem “. O problema não é seu. O problema é Nosso. De seus futuros filhos, netos e bisnetos. De gerações inteiras que irão vir depois de você. É, se não lhe falaram até agora, a vida continuará depois que você partir desse planeta. That’s the ugly truth. O problema é grande, enorme, de proporções oceânicas. Mas, o que podemos fazer? O que está em nosso alcance? Digo: muito! A começar por diminuir seu próprio consumo de plástico. Sabia que no supermercado Extra, você ganha um desconto em suas compras se você levar suas próprias sacolas? O desconto é ínfimo, mas se várias pessoas começarem a usarem, quem sabe eles não aumentam? Só iremos saber tentando, não é mesmo? Outra atitude que você pode tomar é de levar uma garrafa de água, suco, chá (seja lá o que você bebe o dia todo), com você. Principalmente, no ambiente de trabalho, onde copos e mais copos são usados para beber água várias vezes ao dia, por uma mesma pessoa. Já pensou, ou parou para contar quantos copos uma pessoa em média gasta para beber água se ela usar um novo toda vez que bebe? Muitos, I guess. Reduzir o seu consumo de plástico não irá mudar o mundo. Mas, pode ter certeza que você irá mudar o seu  mundo e o de outras pessoas ao seu redor através de seu exemplo. Fala-se muito de mudança. De governo, de leis, de pessoas, de relacionamentos. Mas, é como aquela famosa frase diz: “Seja a mudança que você quer ver no mundo”. Tudo começa com você, dentro de você.
Uma boa reflexão/semana a todos.
Fotos: Yuri Ribeiro
Produção: Andrew Louis & Eduardo Franco












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