DTR MOVIE: OKJA, UMA VERDADE A SER DIGERIDA

11:36 Rafaela Marreiros 0 Comments

Sou cinéfila. Amo assistir filmes. Especialmente, aqueles que contam histórias inspiradoras, emocionantes e inovadoras. Nunca tinha assistido a um filme igual a Okja. Um roteiro tão original quanto o seu nome. Dirigido por Bong Joon-ho, o filme conta com Tilda Swinton (amo essa atriz) no papel de vilã, Jake Gyllenhaal fazendo um veterinário com complexos de inferioridade, e nosso querido Glenn de The Walking Dead, Steven Yeun, que faz parte de um grupo de ativistas que lutam pelos animais.




Um filme que trata de uma verdade que escolhemos não ver, mas lidamos com ela todos os dias. Em nossas mesas, nossas geladeiras, e dentro de nós. A maioria da população mundial consome carne de origem animal, seja ela vermelha, branca, preta, amarela ou rosa. Para mim, carne é carne. E, eu me incluo nesse número. Não sou vegetariana, vegana ou algo do tipo (quem sabe um dia ).  Já tive meus dias sem carne, mas não duraram muito (infelizmente ). Consumo carne porque desde pequena fui “educada” a comê-la. Porque meus pais foram, e assim como os pais deles também foram. Porque afinal de contas, os médicos, especialistas da mercado saúde, recomendam que comemos carne vermelha pelo menos uma vez por semana por causa de sua proteína. E, que sem esse consumo, nosso corpo careceria de um importante nutriente, correto?



Uma mente coletiva que te guia inconscientemente ao consumo de diversos (milhares) de tipos de produtos, entre eles, a carne. Dito isso, voltemos ao filme. Já digo de antemão que quem adora (ama) animais, pode se preparar para fortes emoções. O filme me tocou; me emocionou e me levou a questionar. Por que alguns animais são “escolhidos” para irem para nossa mesa e outros não? Sabemos que na China e na Coreia do Sul se consome carne de cachorro. No entanto, na Índia a vaca é sagrada, então lá não se consome a sua carne. Em algumas partes do continente africano, se consome carne de macaco e de girafa, esta, por sua vez, exportada para caros e chiques restaurantes franceses. Mas, porque alguns animais a gente não se importa tanto que venham parar na nossa mesa e já outros nos importamos mais?




Será que é o nosso d i s t a n c i a m e n t o deles? Já que não os criamos dentro de casa, com todas as regalias que um pet teria? Fica aqui o questionamento e minha recomendação para que assistam Okja. Um filme tocante, feito com humor, muito amor entre uma menina e sua super pigget  e com uma boa dose de crítica a uma realidade que todos tem conhecimento que existe, mas que a maioria não tem estômago para digeri-la (ou tem?).

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